Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: Qual a melhor opção tributária?

No nosso artigo Como reduzir a carga tributária da sua empresa legalmente, mencionamos os regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. E neste artigo, vamos explicar como cada um deles funciona e te ajudar a fazer a escolha correta, evitando pagar mais impostos do que o necessário.

Acompanhe e boa leitura!

O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado, criado para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. 

Nele, diversos tributos federais, estaduais e municipais são unificados em uma única guia de pagamento (DAS), com alíquotas progressivas conforme a faixa de receita e o anexo da atividade.

Para aderir, a empresa precisa exercer atividade permitida na legislação do Simples e respeitar regras específicas, como limites de faturamento somado entre empresas com sócios em comum.

Entre as limitações do Simples Nacional, podemos citar: 

  • Limite de faturamento de até R$ 4,8 milhões ao ano, o que restringe o crescimento no regime.
  • Algumas atividades sofrem com alíquotas mais elevadas, especialmente em determinados anexos voltados a serviços.
  • Nem todas as empresas ou atividades podem optar pelo Simples, devido a vedações legais específicas.

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O que é o Lucro Presumido?

O Lucro Presumido é um regime indicado para empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões que não são obrigadas ao Lucro Real. 

Nesse modelo, a Receita Federal presume uma margem de lucro sobre a receita bruta, aplicando percentuais definidos em lei conforme o setor (como 8% para comércio e 32% para muitos serviços) para calcular IRPJ e CSLL.

Os tributos são recolhidos em guias separadas, e como a base de cálculo é presumida, a empresa pode pagar mais ou menos imposto dependendo da diferença entre o lucro real e o percentual presumido.

Desvantagens do Lucro Presumido:

  • Não permite aproveitar créditos de PIS e Cofins, o que pode aumentar a carga tributária em alguns setores. 
  • Empresas com margens de lucro efetivas menores que a presunção podem acabar pagando mais impostos do que deveriam.  
  • Exige atenção a obrigações acessórias e à correta apuração trimestral.

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O que é o Lucro Real?

O Lucro Real é o regime no qual os impostos são calculados sobre o lucro líquido contábil ajustado por adições e exclusões previstas em lei. 

Não há limite de faturamento, e ele é obrigatório para determinados tipos de empresas, especialmente as de grande porte ou de setores específicos, mas também pode ser uma opção estratégica para negócios com margens de lucro reduzidas.

A apuração pode ser trimestral ou anual, e sobre o lucro real incidem IRPJ (15% mais adicional de 10% quando ultrapassado determinado patamar) e CSLL (geralmente 9%), além de PIS e Cofins no regime não cumulativo, com possibilidade de créditos. 

A complexidade contábil é maior, exigindo controles detalhados de receitas, custos e despesas.

Desvantagens do lucro real: 

  • Elevada complexidade operacional, exigindo contabilidade minuciosa e maior custo administrativo.

  • Maior volume de obrigações acessórias, como ECF e ECD, com risco de autuações em caso de erros.

  • Pode não ser vantajoso para empresas com margens de lucro altas e estrutura simples, que se beneficiariam do Lucro Presumido.

Confira o artigo Tributos indevidos: como identificar e recuperar valores a mais com segurança.

Qual o melhor regime para a sua empresa? 

Não existe um regime “melhor”, a escolha depende do perfil da empresa, considerando:

  • faturamento;
  • atividade; 
  • margem de lucro; 
  • folha de pagamento; 
  • benefícios fiscais;
  • projeções de crescimento. 

Em muitos casos, negócios menores e com estrutura simples tendem a se beneficiar do Simples Nacional, enquanto empresas com faturamento maior e alta lucratividade podem encontrar vantagens no Lucro Presumido, e companhias com margens reduzidas ou grande volume de despesas dedutíveis podem se favorecer do Lucro Real.

Uma assessoria jurídica especializada em direito tributário, como a Mortoza Advogados, realiza um diagnóstico completo da realidade da empresa, analisa riscos, oportunidades, benefícios fiscais e simula cenários em cada regime. 

Assim, é possível estruturar o planejamento tributário de forma estratégica, escolhendo entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real com segurança, reduzindo a carga tributária na lei e garantindo maior previsibilidade fiscal.

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